domingo, 25 de setembro de 2011

LATA D'ÁGUA NA CABEÇA: "NINGUÉM MERECE"!



ESSE É O DRAMA QUE VIVE A COMUNIDADE DO POVOADO SÃO RAIMUNDO-JOÃO LISBOA A MAIS DE 30 DIAS SEM ÁGUA.

A população do povoado São Raimundo em João Lisboa, localizada a 8 km da sede daquele município, está a mais de 30 dias sofrendo com a falta d'água. O sistema de abastecimento que fornece água potável para os moradores daquele povoado está parado a cerca de mais de um mês, e de lá pra cá, a população vem sofrendo todas as conseqüências de uma comunidade que não tem uma gota de água na torneira. Segundo informações de funcionários da prefeitura que já estiveram algumas vezes no local, o problema pode está na bomba de sucção que puxa água do poço e joga na caixa d'água ou ainda na rede elétrica que fornece energia para o funcionamento da bomba. Para o técnico da prefeitura a rede elétrica pode está sem capacidade  de movimentar  a bomba do poço, ou seja, até agora não se sabe ao certo qual é o problema. O que é fato, é o sofrimento da população em função da falta de água, até as aulas na escolinha da comunidade tem sido prejudicada diante do descaso do poder público. Segundo os moradores já foram feitas várias reivindicações junto à prefeitura e até agora todas sem sucesso. "Nós já fomos varias vezes lá pedir para o pessoal da prefeitura arrumar a bomba do poço e eles só dizem que vem hoje, vem amanhã e nada. E o pior de tudo é que o prefeito não manda nem um carro pipa", disse indignada a moradora Raimunda Mota. Para muitos moradores a sorte é um brejo que existe no povoado. "Se não fosse o brejo nós aqui já tinha morrido de sede, ainda bem que tem o brejo e alguns moradores tem poço em casa e arruma água para nossas necessidades, disse o morador Sebastião Alixandre, 83 anos, inconformado com a situação.
Vale ressaltar que no povoado São Raimundo a única "coisa pública" que existe, é uma escolinha de ensino primário e um poço artesiano que distribui água aos moradores. No momento, ambos estão abandonados pelo poder público, e quando funcionam é de forma precária.


Por Ivanildo Alexandre

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